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sábado, 18 de outubro de 2014

O CAMINHO DE DEUS NO SANTUÁRIO

O CAMINHO DE DEUS NO SANTUÁRIO


      F.T. Wright

Capitulo nº 1


Os marcos permanecem


“A passagem que, acima de todas as outras, havia sido tanto a base como a coluna central da fé do advento, foi: “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado”. O Conflito dos Seculos, 408.
A Doutrina do santuário coloca os Adventistas separadamente como um povo peculiar. Distingue-os como um movimento diferente e separado de todas as outras igrejas e foi um ponto de intensa controvérsia entre elas. Sem estas poderosas verdades nunca teria havido um segundo movimento adventistas nem a proclamação da terceira mensagem angélica. Uma obra mundial teria sido deixada por fazer e a causa de Deus estaria longe daquilo que é hoje.
Os primeiros adventistas reconheceram o papel fundamental desempenhado por estas verdades e representaram-nas com grande amor e tenacidade, de tal maneira que era inconcebível pensar que a igreja pudesse chegar ao lugar em que não mais as representava. É verdade que um adventista sem santuário, muito simplesmente, deixa de ser um adventista.
Mas chegou a altura em que ministros em particular, estão divulgando certas dúvidas acerca dos antigos marcos do adventismo. Aqui estão alguns pensamentos que tenho ouvido expressar num passado muito recente, não por jovens ministros que nada sabem do adventismo do passado, mas por homens que aprenderam a fé do advento antes dela começar a ser poluída com o o modernismo que a tem arrastado ao longo dos últimos trinta anos. Quando estes homens treinados para o ministério em Avondale, Carmel ou Longburn, o ensino do santuário, das duas mil e trezentas tardes e manhãs, o juízo investigativo, e a expiação final eram fortemente evidenciados na aula.
Se um estudante não fosse capaz de compreender esta parte da mensagem, certamente não era considerado apto para se tornar um ministro na igreja. Naqueles dias, de qualquer maneira, enfraquecer ou por de parte o santuário como uma questão, era quase inconcebível. Portanto ouvir homens com este tipo de passado e experiencia sugerindo dúvidas a respeito das verdades adventistas fundamentais , é o que uma pessoa menos espera. Se fossem apenas os homens novos a dizê-lo, não seria surpresa.
Os homens mais idosos estão exprimindo estes pensamentos actualmente.
Eles dizem que a mensagem do santuário não pode ser aprovada somente pela Bíblia. Por conseguinte, na realidade, é um ensinamento do Espirito de Profecia, que não devia ser aceite se não pudesse em primeiro lugar ser encontrado nas Escrituras. Eles declaram Heb. 9-10 nega a existência de dois compartimentos no Céu; não ensina que Cristo entrou no lugar Santíssimo e repudia a ideia de dois ministérios diferentes, dizem que não é possível provar que os dois mil e trezentos dias terminaram em 1844, que Antiochus Epiphanes cumpriu a profecia como um tipo, e que por isso, deve ser cumprido outra vez no antitipo.
Com efeito eles estão declarando, se bem que protestem verbalmente de maneira diferente, que o adventismo é um completo engano e que o movimento não tem justificação para existir.
Este tem que ser verdadeiro porque se as verdades que deram existência ao movimento são demonstradas falsas, então esse movimento certamente não tem o direito de existir. É necessário dissolve-lo e dizer-se aos membros que se a liguem à igreja em existência que tem o direito de existir pelo mérito do que possui e por ensinar a pura verdade de Deus.
Realmente não devia ser sentida surpresa por estes acontecimentos. Ele é o inevitável resultado das decisões tomadas pelos membros e dirigentes da igreja durante os últimos cem ou mais anos. O santuário é a revelação do Evangelho como se encontra em Cristo Jesus. Ele revela mais completamente do que qualquer outra revelação bíblica, a importância e o alcance dos serviços cumpridos por Cristo a fim de efectuar a completa purificação de todo o pecado e a administração dessa perfeição necessária para a readmissão no céu. Portanto, se há uma rejeição do Evangelho, a vida e significação saem do santuário deixando apenas uma morte, formalismo sem significado. Isto coloca a verdade defendida pelo santuário numa posição onde não mais podem adequadamente defender os seus próprios ensinos. À medida que verificam que são batidos consecutivamente pela derrota, eventualmente chegam à dúvida, e por fim ao abandono da sua própria mensagem.
Quando pouco tempo depois de 1844, apesar das claras e serias advertências dadas a povo adventista, permitiram deixar-se ir para a condição de Leodiceia, perderam, a sua compreensão do evangelho. Isto continuou até que veio em verdade a mensagem do terceiro anjo em 1880, em que a rejeitaram e repetiram este cumprimento na década de 1950. Colocaram-se a si mesmos numa posição em que se tornou impossível para eles defender a verdade do santuário. Estes afastamentos atuais da mensagem original é portanto aquilo que deve ser esperado sob as circunstancias. Todavia nem por um momento estes factos indicam que a mensagem em si mesma é inválida ou tem erros.
Será o propósito desta serie de estudos estabelecer a veracidade e oportunidade da terceira mensagem angelica. O grande segundo movimento adventista não foi um erro. Deus foi o Autor e o Director dele e finalizá-lo-á na devida altura. A mensagem do santuário foi dada para prepara um povo para a vinda do Salvador e realizá-la-á. Há dois compartimentos no santuário celestial tal como era na terra e Jesus procedeu à sua entrada no lugar Santíssimo com o ministério no primeiro compartimento. Os 2300 dias começaram em 457 a.c. e terminaram em 1844 d.c..
Em nenhum sentido da palavra foi Antiochus Epiphanes um cumprimento da profecia de Daniel 8. Ele foi apenas um rei selêucida, cujo papel na história tem sido ampliado pelos sacerdotes jesuítas, determinado para desacreditar a Reforma Protestante.
Além disso, será mostrado que tudo isto pode ser provado pela Bíblia. Afinal, quando William Miller foi chamado pessoalmente por Deus para pregar estas verdades, o Espirito de Profecia escritos pela pena de Ellen g. White não existiam. Mesmo as correções à mensagem apresentada por O.R.L. Croiser e Hiram Edsom não foram tiradas de outro lado senão na Bíblia. Por conseguinte, se eles descobrissem estas verdades apenas na Bíblia, então isso com certeza ainda pode ser feito hoje. O Espirito de Profecia é portanto uma maravilhosa confirmação do que a Bíblia já contem.
Neste estudo o procedimento será apresentar a verdade como ela se encontra na Bíblia e apenas na Bíblia. Quando a questão for convenientemente provada desta fonte, então o Espírito de Profecia será introduzido para confirmar que a Bíblia ensina e para demonstrar a perfeita harmonia entre os dois. Desta forma a confiança e a veracidade do Espírito de Profecia será estabelecido. Isto está em harmonia com a forma como a luz do Espírito de Profecia foi dada no desenvolvimento da tríplice mensagem angélica. Primeiramente Deus abriu as mentes dos pioneiros para verem a verdade nas Escrituras depois do que, enviou a confirmação através do Espírito de Profecia. O resultado deste sistema foi o estabelecimento de uma fé muito forte nos Testemunhos dados através do profeta. O mesmo sistema produzirá igual resultado hoje.

Um Papel Indispensável

O santuário é tão importante que a obra de Deus neste mundo não pode ser terminada sem ele. Este facto deve ser mantido fortemente em mente enquanto estudamos Daniel 8, porque isto é uma chave para o entendimento desta profecia.
Depois do diluvio, a iniquidade que fez com que a terra fosse devastada muito rapidamente ganhou de novo raiz e cresceu com vigoroso crescimento. Deus não interfere enquanto a iniquidade se desenvolve, mas opera para contrariar estas forças destrutivas. De acordo com isto, chamou Abraão, planeando através dele para levantar uma nação composta de povo justo a quem Ele pudesse equipar e usar para encher toda a terra com justiça.
“Em ti”, informou Deus a Abraão, “serão benditas todas as famílias da terra”. Gén. 12:3
Para que eles cumprissem a sua missão, precisavam de certas facilidades, uma das quais era uma base de operações. Igualmente deviam ser uma nação distinta e separada, precisavam de uma terra a que chamassem propriamente sua e isto o Senhor prometeu que lhes daria.
“E estabelecerei o Meu concerto entre Mim e ti e a tua semente depois de ti em suas gerações, por concerto perpétuo, para ser a ti por Deus, e à tua semente depois de ti.
“E te darei a ti, e à tua semente depois de ti, a terra de tuas peregrinações toda a terra de Canaã em perpetua possessão, e ser-lhes-ei o seu Deus”. Gén. 17:7,8
Aqui Deus estava apenas repetindo a promessa já feita a Abraão em Gén. 12:6,7; 13:14-18
A terra indicada era chamada de Canaã, que hoje é conhecida por Palestina. Era estrategicamente situada onde era nesse tempo o cruzamento dos caminhos da terra. Com o Egipto situado ao Sul e poderosas nações ao Norte, Este e Oeste, Canaã era a estrada natural dos comerciantes ligando estes mercados atrativos. Por isso todo o mundo tinha a oportunidade de ver a prosperidade e caracteres elevados que Deus pretendia mostrar através do Seu povo.
“Vedes aqui vos tenho ensinado estatuo e juízos, como me mandou o Senhor meu Deus, para que assim façais no meio da terra a qual ides a herdar”.
“Guardai-vos pois, e fazei-os, porque esta será a vossa sabedoria e o vosso entendimento perante os olhos dos povos, que ouvirão todos estes estatutos, e dirão: Este grande povo só é gente sábia e entendida”.
“Porque, que gente há tão grande, que tenha deuses tão chegados como o Senhor nosso Deu, todas as vezes que o chamamos?”
“E que gente há tão grande, que tenha estatutos e juízos tão justos como toda esta lei que hoje dou perante vós?” Deut. 4:5-8
Confrontados com essas evidências convincentes dos frutos dos caminhos de Deus, as nações da terra seriam levadas a investigar esses ensinamentos e em contrapartida a aceitá-los. Era a intenção de Deus que o templo de Jerusalém se tornasse uma casa de oração para todos os povos da terra.
“E os filhos dos estrangeiros, que se chegarem ao Senhor, para O servirem, e para amarem o nome do Senhor, sendo deste modo servos Seus, todos os que guardarem o Sábado, não o profanando, e os que abraçarem o Meu concerto;
“Também os levarei ao Meu santo monte, e os festejarei na casa de oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceites no Meu altar; porque a Minha casa será chamada casa de oração para todos os povos.
Assim diz o Senhor Jeová, que ajunta os dispersos de Isael; ainda ajuntarei outros aos que já se lhe juntaram”. Is. 56: 6-8
O Senhor tem um grande plano para Israel.
Eles não foram trazidos para o Seu favor e lhes foi dada uma terra separada apenas parar estabelecer a sua própria prosperidade, segurança e conforto. Foram comissionados a render um serviço a Deus e à humanidade que se designava a mudar a face da história. A incomparável tragedia da história humana é o seu fracasso em atingir o destino que lhe foi dado por Deus.
Cumprir a sua obra requeria sacrifício numa situação onde era muito mais confortável usar os tesouros confiados para sua própria vantagem. È preciso fé para ver e aceitar os princípios em que o seu próprio futuro depende de uma estrita concordância com o procedimento de Deus e planos para eles. Precisavam reconhecer que aquilo que para eles parecia ser o caminho para o completo cumprimento; era de facto a verdade do desastre.

Três coisas fundamentais

Não havia absolutamente a necessidade de falharem, porque Deus deu-lhes todas as facilidades necessárias com as quais cumpririam a sua tarefa. Eles tinham a luz da Sua verdade, a certeza da Sua proteção, preparação pessoal física e boa saúde, e a terra. Mas havia entre estas facilidade, três que são consideradas tão elevadas em importância que receberam menção especial em Daniel 8. Elas eram os serviços do santuário, libertação da escravidão, e o ministério diário no templo. Enquanto o povo tivesse isto, a obra de Deus podia avançar até alcançar o sucesso, mas fossem eles privados destas coisas e a causa de Deus seria desmoronada até elas serem restauradas. Isto é um facto e principio que é critico na compreensão e operação da obra de Deus.
Satanás compreendeu isto completamente. Portanto, tem sido o seu objetivo constante escravizar o povo de Deus, destruir o santuário, e acabar o ministério diário. Um exame da triste história de Israel revela que todas as vezes que Satanás ganhou influência, assegurou que isto fosse realizado.
Os serviços diários foram estabelecidos às portas do Éden quando o homem foi expulso do Jardim por causa do seu pecado. Adão e Eva, e Abel, trouxeram o cordeiro sacrificado a Deus todos os dias como um sinal da sua fé e aceitação da expiação pessoal de Cristo pelas inequidade.
Depois do diluvio, Abraão continuou está prática. Ele e a sua casa eram livres, e os serviços diários foram continuados por toda a sua vida. Assim a obra de Deus podia e realmente avançou, uma vez que a sua fé alcançou o poder de Deus para colocar vida onde havia morte. Mas quando Israel foi levado para o Egipto e colocado sob o seu domínio, o sistema sacrificial cessou.
Houve um forte desejo no coração de Moisés de o recomeçar. De acordo com isso, pediu ao Faraó que os deixasse ir caminho de três dias ao deserto para oferecer sacrifícios a Deus.  
“E eles disseram: O Deus dos hebreus nos encontrou, portanto deixa-nos agora ir caminho de três dias ao deserto, para que ofereçamos sacrifícios ao Senhor e Ele não venha sobre nós com pestilência ou com espada.” Ex. 5:3
É óbvio que durante o cativeiro no Egipto, Israel certamente não estava a construir o reino de Deus. Deus libertou-os desta opressão de modo que pudessem ser novamente um povo livre, pudessem reinstituir os serviços diários, construir o santuário, e estabelecerem-se na terra prometida. Tudo isto foi alcançado e a plataforma estabelecida para a bem sucedida conversão do mundo para a justiça. Isto não devia ter apresentado problemas reais porque o poder e riquezas do lado recto eram imensamente maiores do que do outro. Não teria sido de admirar se Israel tivesse rapidamente realizado a sua missão. A admiração é que eles não o fizeram.
Olhai desta forma. Duas nações iniciam uma luta pela supremacia. Uma delas tem dez milhões de soldados, o armamento mais moderno, e a liderança mais experiente e capaz do mundo. Do outro lado estão apenas alguns soldados pobremente equipados, e um chefe que não se compara com os generais opositores. Todos creriam na conclusão antecipada que o pequeno exército não tinha hipótese de vitória. Que coisa atonita se ele obtivesse a vitória sofre a força maior!
Do lado de Israel estavam os recursos de todo o universo enquanto que o seu general era Jesus Cristo, o mais especializado e experiente general que existe. Satanás tem apenas os seus anjos e os homens ímpios e ele não se iguala a Cristo com líder. Pareceria uma conclusão lógica que as forças de Deus rapidamente resolveriam o problema e restabeleceriam a justiça na terra. Porém a maravilha das maravilhas, foi que veio ser o contrário.
Com tanta dificuldade foi o povo estabelecido em Canaã, que o diabo os persuadiu a seguir os seus próprios planos em vez dos planos de Deus, com o resultado que depressas perderiam a sua liberdade em favor das várias nações que viviam em seu redor. Todas as vezes que isto aconteceu, o santuário foi destruído e o ministério também foi retirado. Assim foram privados da sua liberdade, do ministério diário, da terra, e do santuário. Durante qualquer desses períodos a obra de Deus parou completamente. De facto, pior do que isso, perdeu terreno enquanto as forças inimigas ganhavam consideravelmente.
Nos dias de Gideão por exemplo, os midianitas, os amalequitas, e os filhos do oriente vieram sobre a terra para a destruir, de tal maneira que Israel foi grandemente empobrecido.
“Porém os filhos de Israel fizeram o que parecia mal aos olhos do Senhor; e o Senhor os deu nas mãos dos midianitas por sete anos.”
“E, prevalecendo a mão dos midianitas s obre Israel, fizeram os filhos de Israel para si, por causa dos midianitas, as covas que estão nos montes, e as cavernas e as fortificações.”
“Porque sucedia que, semeando Israel, subiram os mianitas e os amalequitas, e também os do oriente contra eles subiam.”
“E pinham-se contra eles em campo, e destruíam a novidade da terra, até chegarem a Gaza: e não deixavam mantimento em Israel, nem ovelhas, nem bois, nem jumentos.”
“Porque subiam com os seus gados e tendas, vinham como gafanhotos, em tanta multidão que não se podiam contar, nem a eles nem aos seus camelos; e entravam na terra, para a destruir.”
“Assim Israel empobreceu muito pela presença dos midianitas: então os filhos de Israel clamaram ao Senhor.” Juízes 6:1-6.
O altar de Baal foi erguido em lugar do altar de Deus. O primeiro passo dado por Deus para a libertação de Israel disto, foi instruir Gideão para destruir o altar de Baal juntamente com o bosque que estava ao pé deles e, depois reconstruir o altar de Deus, para nele oferecer o sacrifício.
“E aconteceu naquela mesma noite, que o Senhor lhe disse: toma o boi de teu pai, a saber, o segundo boi de sete anos: e derriba o altar o Baal, que é de teu; e corta o bosque que está ao pé dele.”
“E edifica ao Senhor teu Deus um altar no cume deste lugar forte, num lugar conveniente: e toma o segundo boi, e o oferecerás em holocausto com a lenha que cortares do bosque.”
“Então Gideão tomou dez homens dentre os seus servos, e fez como o Senhor lhe dissera: e sucedeu que, temendo ele a casa de seu pai, e os homens daquela cidade, não o fez de dia, mas fê-lo de noite.” Juízes 6:26-37
Deus através de Gideão deu outra vez a liberdade ao povo, a sua terra, o ministério e os serviços diários do santuário, e assim restabeleceu as condições parta a obra de Deus ser continuada. Lamentavelmente, depressa voltaram aos seus próprios planos com os seus consequentes desastres. Contudo nos dias de Davi, a obra chegou perto da finalização se bem que ainda estivesse longe do objetivo total. A exterminação das nações adoradoras de ídolos que os rodeava foi levada à maior extensão do que já havia sido, durante o reinado do segundo rei de Israel, e foram estabelecidos planos para a construção de um edifício para o templo permanente em substituição da estrutura desmontável que servia desde os dias de Moisés, mas infelizmente, Salomão não podia desfrutar grande riqueza e poder, e estabeleceu os pés de Israel nas veredas da apostasia que cresceu sem controlo até caírem sob o domínio de Babilónia.
Uma vez mais Satanás viu que eles foram privados da sua terra, da sua liberdade, do ministério diário, e do santuário, pois ele sabia muito bem que a perda destas coisas lhe assegurava que eles não podiam avançar com a obra de destruir o reino. Durante aqueles setenta anos, em que estas coisas lhe foram tiradas, o povo de Deus podia marcar tempo e esperar até serem restaurados. Depois de setenta anos, Deus ungiu Ciro, para os libertar, e decretou a permissão para que eles voltassem para Jerusalém. À sua chegada ali, a tarefa prioritária era reconstruir a cidade e o templo enquanto que ao mesmo tempo reinstituir os serviços diários.
Daniel, que compreendeu com grande clareza o propósito de Deus para Israel e o papel chave a ser desempenhado pelo contínuo e o santuário, sem dúvida que acariciou a esperança que, ao ter lugar a restauração do cativeiro, Israel não mais falharia. Ele ansiava ver o estabelecimento permanente da sua liberdade, sua terra, santuário, e serviço diário, através de tudo o que começaria a libertação do povo de todo o pecado, o estabelecimento da justiça eterna, e a exaltação de Cristo como vencedor sobre o diabo.
Todavia isto não devia acontecer através do nacional Israel. Em visão, Deus abriu os angustiados olhos de Daniel e dura ilustração do futuro envolvendo o crescimento e queda da Média e Pérsia, Grécia, e Roma, primeiro pagã e depois papal. No futuro distante, ele viu que o povo perderia outra vez a sua liberdade, o santuário seria derribado, tirado o contínuo, e o Príncipe do Concerto substituído nos corações dos homens pelo homem do pecado, o filho da perdição.
“E de uma delas saíu uma ponta mui pequena, a qual cresceu muito para o meio-dia, e para o oriente, e para a terra formosa.”
“E se engradeceu até ao exército do céu; e a alguns do exercito, e das estrelas, deitou por terra, e as pisou.”
“E se engradeceu até ao Príncipe do exército; e por ele foi tirado o contínuo, e o lugar do seu santuário foi lançado por terra.”
“E o exército lhe foi entregue, com o contínuo, por causa das transgressões; e lançou a verdade por terra; fez isso, e prosperou.” Dan. 8:9-12.
Daniel sabia que não havia possibilidade para o reino de Deus ser estabelecido nestas condições. Era uma triste ilustração daquilo que parecia ser uma interminável continuação do passado. A pergunta natural era se isto iria de facto continuar para sempre ou se haveria um tempo em que o modelo seria quebrado, o pecado terminado, e a justiça eterna introduzida. Chegariam os filhos de Deus alguma vez ao tempo em que nunca mais fossem privados da sua liberdade, contínuo e santuário? Esta era a questão, e ela foi posta e respondida em Dan. 8:13,14.
“ Depois ouvi um santo que falava;  e disse outro santo àquele que falava: Até quanto durará a visão do contínuo, e da transgressão assoladora, para que seja entregue o santuário, e o exército, a fim de serem pisados?”
“E ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs e o santuário será purificado.” Dan. 8:13.14
Por muito tempo antes desta visão ser dada, o santuário e o exército tinham sido pisados com a consequente perda do contínuo e a privação da terra. Isto devia continuar por muito tempo no futuro mas não para sempre. Estava para vir um tempo em que nunca mais o santuário e o exército seriam pisados e o contínuo tirado. Esse tempo seria no fim dos dois mil e trezentos dias.
Com a vinda dessa data seria assegurado que, uma vez que o verdadeiro povo de Deus nunca mais seria levado à escravidão babilónica, e nunca mais seria privado do santuário e do contínuo, a obra seria finalizada, e posto um fim ao pecado e pecadores, introduzida a justiça eterna, e Cristo exaltado para sempre como Rei dos reis e Príncipe da Paz.
Nunca deve ser esquecido que Dan. 8:14 é a resposta à pergunta feita no versículo anterior. Portanto a determinação da data em que o período de tempo termina é a declaração para o exército de Deus que terão perante si a oportunidade para completar a sua missão, porque sabem que nunca mais serão levados em cativeiro, perderão o santuário e o seu maravilhoso Sumo-sacerdote, ou o ministério diário do sumo sacerdócio.
Assim a escritura. “Até dois mil e trezentos dias; e o santuário será purificado, “(“…restaurado ao seu legitimo estado.” Versão estandardizada revista), é de valor incalculável para o verdadeiro povo de Deus. Não admira que ela seja olhada de lado pelos inimigos da verdade. Deixai que o seja. A verdadeira ovelha rejubilará ma possessão de tão maravilhosa gema de verdade viva. Inspirados pela sua promessa, armados pelo poder de Deus que o disse, eles seguirão em frente como o mais poderoso exército da história humana, cheio de amor, sabedoria, caracter, e poder do Altíssimo para vencer as forças das trevas – para sempre.
Então “… os entendidos, resplandecerão, como o resplendor do firmamento; e os que a muitos ensinam justiça, refulgirão como as estrelas sempre e eternamente.” Dan.12:3.

Continua